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Posted by Deyris Almeida
Posted by Deyris Almeida
Posted by Deyris Almeida
Quantas paixões cada um de nós anda a carregar pela vida? Quantas manias, quantos trejeitos? E quantas virtudes também? Quantas formas de resolver os problemas? Acho que todo mundo tem e terá seus motivos de satisfação íntima ou de alguma tristeza clara ou oculta, um motivo de vaidade ou uma deficiência, mesmo que seja pequena. De poeta, de médico e de louco, todos nós temos um pouco... Isso é verdade, e quem há que possa duvidar? A experiência prova-nos à toa hora que o mundo é mesmo assim, aqui ou em qualquer parte.
Estou dizendo tudo isso, porque hoje, pela manhã, o meu colega Afonso Celso Bispo, filósofo muito observador da vida e das pessoas, lembrou-me de que um dia eu o desafiara para que me fizesse perguntas ou apresentasse palavras para eu lhe dizer o significado. É claro que, no dia, ele achou meu gesto uma temeridade, uma fraqueza exposta em nome de ingênua doidura, talvez até mesmo uma desfaçatez ou falta de equilíbrio emocional. É claro que não me transmitiu esta impressão, porque a maior virtude do filósofo é a discrição e o silêncio. Eu é que li isto no seu jeitão de reparar as coisas... Hoje, então, ele me disse que teve vontade ou mesmo chegou a fazer uma lista de assunto bem difícil para verificar se eu estava falando com sinceridade ou estava simplesmente blefando...
Aceitando ou não o desafio, a verdade é que o Bispo sempre me pergunta o significado de uma ou outra palavra, principalmente quando tem necessidade e não quer recorrer ao dicionário. Afinal, é mais fácil perguntar do que ler ou ficar passando o dedo em listas por ordem alfabética de volumosos glossários. E gozado é que, por sorte, não tenho perdido nenhuma parada para ele. É só perguntar e lá vai resposta. Firme, decisiva, sem chute. Nem adianta fazer olhos de ironia ou de brincadeira...
Porque palavras, significados, etimologias, evoluções semânticas, arcaísmos e neologismos, tudo faz parte de uma velha mania desde os tempos de ginásio, quando contemporâneo de Haroldo Lívio na Biblioteca Pública.
Realmente, leitor, é bom e muito gratificante, gostoso mesmo dar uma resposta certa, de pronto servir a necessidade ou a curiosidade de uma pessoa amiga. Palavras guardadas na memória não ocupam lugar visível. Devem encontrar um lugarzinho lá pelas gavetas da mente, uma sobre as outras ou bem arrumadinhas, assim por ordem de assuntos ou pela simples sonoridade, preparadas para o desarquivamento quando a gente menos espera. De vez em quando, uma some, nós coçamos a cabeça, franzimos a testa, apertamos os sombrolhos, buscamo-la longe na lembrança e nada de a danadinha aparecer. Não adianta preocupar, porque esquecida por um momento, logo depois salta como por encanto para alegrar-nos o ego. Neste ponto, a palavra que mais me tem perseguido é maniqueísmo, que até já aprendi buscá-la no início da segunda metade do alfabeto, embora a não associe com mais nada no mundo, não a levando nem para o bem nem para o mal...
E você, leitor, qual será mesmo sua mania? E como vai sua capacidade de saber errar sem se sentir magoado?
Wanderlino Arruda
Posted by Deyris Almeida
Adoro as pessoas que amam a vida, que gostam de viver, que são alegres que sabem valorizar cada minuto de felicidade. Nada melhor do que uma certa capacidade de conformação, um jeito de dar a volta por cima nas horas difíceis, de sacudir a poeira das vãs preocupações quando elas só podem nos atrapalhar. Não remoer mágoas é um ato de grande sabedoria. Perdoar, mesmo sem esquecer a ofensa, já é um sábia atitude. Perdoar, com esquecimento é suprema perfeição, coisa assim de quem já se sinta num excelente caminho evolutivo. Um limiar de candidatura ao vestibular de santo. Posicionamento muito cristão.
Adoro as pessoas que sabem fazer amigos, que são sociáveis que se interessam pelo contentamento do próximo. É dessa gente que a melhor parte do mundo é feita, que dá o lado útil da vida, o construtivo, o leal, o bom. De que adianta o negativismo? O que pode a tristeza realizar senão a dor moral de que ela é a própria argamassa? Os tristes estão sempre muito longe da vitória, do sucesso, e até mesmo de uma certa estabilidade vivencial. A tristeza não é o lado normal da criatura, pelo menos não é o mais agradável. Os tristes deveriam parar um pouco e pensar numa mudança mental, sorrir, procurar ver um mundo de coisas lindas que acontecem e estão aí na nossa frente todas as horas. Nada mais positivo do que os momentos de alegria!
Adoro as pessoas que gostam da luz do sol, da brisa, da lua, pessoas que saibam olhar para cima à noite e ver estrelas com atitude de quem sonha! São estas que, por amarem a imensidão do infinito têm a mística ou a lógica da fé, acreditam num poder maior, num verdadeiro foco de amor de quem emana toda a sabedoria. Não se pode viver sem uma crença, uma certeza, uma diretiva para o bem que se pratica e que se recebe. É preciso ter a sensação de plenitude, a consciência firme de que fazemos parte do grande Infinito, partícula de luz eterna e caminhante para a sabedoria.
Adoro as pessoas que sabem esperar quando outras desesperam, que guardam a fé, acima da tormenta de dúvidas, que suportam o peso da própria cruz. Adoro as pessoas que sabem cultivar o lado bom, que sabem discernir o justo valor das causas e das coisas, que amparam com sinceridade os que erram na caminhada da vida, que sustentam sempre o bom ânimo. Que ninguém se engane com falsas apreciações acerca da justiça, porque o tempo é o juiz de todos. Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz. Adoro o ouro do tempo e o serviço da paz!
Amanhã será, certamente um belo dia, não tenho dúvidas. O meu sendo de felicidade isso me indica, me dá certeza e confiança. Mas ,para trabalhar e servir, renovar e aprender, acredite, o melhor dia é hoje mesmo, o melhor tempo é agora! Seja feliz!
Wanderlino Arruda
Posted by Deyris Almeida
Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer
senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente,
e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar,
tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração
pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver,
até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol,
a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança,
te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor,
apenas transaram...
Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.
E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá
ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores
importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu.
(dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores
e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém
que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que
quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa
te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento,
manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.
Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda
mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não
esteja apenas de passagem...
Luiz Fernando Veríssimo